Morte de criança em UPA de Ananindeua escancara crise na saúde pública

Morte de criança em UPA de Ananindeua escancara crise na saúde pública

A morte da pequena Elisa Sofia Gabriele Silva Santos, de apenas 1 ano e 9 meses, reacendeu o alerta sobre o grave colapso na saúde pública do município de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. A criança deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Icuí com sintomas de vômito e diarreia, mas, apesar do atendimento médico, não resistiu e veio a óbito.

O falecimento da menina gerou comoção e revolta nos pais, que, tomados pelo desespero diante da perda, foram expulsos da unidade por funcionários. A atitude gerou indignação e reforçou as críticas da população quanto à forma como os pacientes vêm sendo tratados no sistema público de saúde do município.

Há semanas, moradores de Ananindeua vêm denunciando situações de superlotação, longas esperas por atendimento, falta de medicamentos e precariedade nas estruturas das unidades de saúde. A morte de Elisa soma-se a uma série de relatos que evidenciam o abandono e a negligência das autoridades municipais frente às necessidades da população.

O caso repercutiu nas redes sociais com intensa comoção. Internautas expressaram solidariedade à família e cobraram providências imediatas do poder público. “Quantas vidas ainda precisarão ser perdidas para que algo seja feito?”, questionou um usuário em uma publicação amplamente compartilhada.

Diante da tragédia, a sociedade civil se mobiliza por justiça e mudanças urgentes. A morte de Elisa não pode ser apenas mais um número nas estatísticas: é um clamor por dignidade e respeito à vida.